Uma grande Juve vence o Napoli por 3 a 0 (David, Yildiz e Kostic), Conte vai -9 do Inter

Juventus-Napoli 3-0
GOLS: 22′ pt David; 32′ Yildiz, 41′ Kostic.
JUVENTUS (4-3-3): Di Gregorio 6; Kalulu 6, Bremer 6,5, Kelly 6, Cambiaso 5 (15’st Kostic 6,5); Thuram 7, Locatelli 6,5 (42’st Koopmeiners sv); Conceição 6 (15′ st Cabal 6), McKennie 6,5, Yildiz 7,5 (42′ st Gatti sv); David 7 (31′ Miretti 6,5). No banco: Perin, Huli, Zhegrova, Adzic, Openda, João Mário. Treinador: Spalletti 6.5.
NÁPOLES (3-4-3): Meret 5,5; Di Lorenzo 5.5, Buongiorno 6, Juan Jesus 5; Gutierrez 5 (29′ Beukema 6), Lobotka 5,5, McTominay 5,5, Spinazzola 5,5; Vergara 6 (34′ Lukaku sv), Hojlund 6,5, Elmas 5,5 (25′ Giovane 6). No banco: Contini, Ferrante, Olivera, Prisco, De Chiara. Treinador: Conte 6.
ÁRBITRO: Mariani da Aprilia 6.
NOTAS: noite nublada, terreno em excelente estado de conservação. Reservado: Juan Jesus, Yildiz, Vergara. Cantos: 2-2. Recuperação: 1′; 3′.

A Juventus vence e convence no grande jogo contra o Napoli: uma vitória por 3-0 que relança os Bianconeri após a derrota contra o Cagliari e que os leva a -1 dos napolitanos na classificação da Série A. Entre rivalidades e grandes ex-namorados, a começar pelos dois treinadores, Luciano Spalletti e Antonio Conte, realiza-se no Estádio Allianz um jogo de peso específico muito importante: um teste decisivo para os bianconeri após semanas de crescimento, apesar do já referido nocaute na Sardenha, mas um teste importante também para os napolitanos, ainda dizimados pelas ausências. Nas últimas horas também foi acrescentada a paralisação de Milinkovic-Savic, e assim Meret está de volta ao gol depois de quatro meses desde a última partida disputada: Giovane, recém-chegado de Verona, imediatamente no banco, além de Lukaku. No Estádio o clima é de grandes noites e a equipe de Spalletti é agressiva e aplica muita pressão desde o início. E é justamente dessa agressividade que nasceu a grande oportunidade que caiu aos pés de Thuram aos 19 minutos: Gutierrez perdeu a bola ao sair pressionado por Yildiz e o meio-campista francês desferiu um belo chute em arco que saiu no canto superior.

Os convidados responderam com um chute de Vergara, presa fácil para Di Gregorio, mas os bianconeri chegaram à vantagem aos 22 minutos, quando David aproveitou a assistência de Locatelli, vencendo o duelo físico com Spinazzola e vencendo Meret. A Juve teve imediatamente a oportunidade de aumentar a vantagem com uma jogada esclarecedora de Yildiz para Conceição, mas o remate do português, após ultrapassar o guarda-redes adversário, foi desviado logo na linha por uma defesa sensacional de Buongiorno. Nesta altura o ritmo dos bianconeri diminui e a equipa de Conte reorganiza-se, embora sem criar verdadeiras oportunidades de golo. A primeira tentativa real de Di Gregorio, aliás, só aconteceu aos 55 minutos, com um chute desproporcional de Hojlund, bem defendido por Bremer. A Juve lutou para movimentar a bola, mas ainda sofreu pouco, e então Conte também colocou Giovane na briga aos 70 minutos. Mas aos 77 minutos um erro gravíssimo de Juan Jesus na preparação abre as portas para Miretti, que recupera a bola e serve Yildiz para o 2-0. Lukaku também volta a campo pelo Napoli, mas o gol do turco encerra efetivamente a partida. E nesta altura o selo de Kostic aos 86 minutos com um belo remate de longa distância parece ser talvez um castigo excessivo para os convidados, mas que certifica a grande exibição da equipa da casa.

Agora, para ambas as equipes, a atenção se volta para a quarta-feira, quando acontecerá a última rodada da Fase da Liga da Liga dos Campeões: a Juventus, que já garantiu pelo menos uma vaga nos play-offs, sonha com a classificação direta às oitavas de final e enfrenta o Mônaco fora de casa; enquanto o Napoli, depois de ter complicado a vida com o empate em Copenhague, corre atrás do feito no “Maradona” contra o Chelsea.

Felipe Costa