«A Rússia tem muito medo de que a UE tome uma decisão sobre a utilização de activos congelados, isso pode dar-nos a oportunidade de vencer e não apenas de nos defendermos». O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse isto numa conferência de imprensa em Bruxelas. “Hoje estamos mais perto de utilizar estes activos, de uma forma ou de outra, espero que tomem esta decisão política hoje, é uma grande decisão”, afirmou, sublinhando que prevê três tranches para a despesa dos fundos, na Ucrânia, na Europa e nos EUA.
À noite, as conclusões da cimeira da UE sobre a utilização de activos russos foram interrompidas. O projecto preparado antes da cimeira previa que o Conselho Europeu solicitasse à Comissão que “apresentasse o mais rapidamente possível propostas concretas prevendo uma utilização gradual e possível” dos activos russos. No texto aprovado pelos 26 aparece uma “opção de apoio financeiro” mais genérica para a Ucrânia, esperando-se que o Conselho Europeu “volte ao assunto”. Contudo, permanece o ponto em que se concorda em “manter congelados” os activos russos até que Moscovo compense os danos da guerra.
«O Conselho Europeu convida a Comissão a apresentar o mais rapidamente possível opções de apoio financeiro com base numa avaliação das necessidades financeiras da Ucrânia e convida a Comissão e o Conselho a levarem por diante os trabalhos, para que o Conselho Europeu possa voltar a esta questão na sua próxima reunião. Sem prejuízo do direito da UE, os bens da Rússia devem permanecer imobilizados até que a Rússia cesse a sua guerra de agressão contra a Ucrânia e compense os danos causados pela sua guerra.” É o que está previsto no n.º 8 – visto pela ANSA – das conclusões, acordadas pelos 26.