Os Carabinieri para a Proteção do Patrimônio Cultural entregaram esta manhã ao diretor dos Parques Arqueológicos de Crotone e Sibari 46 achados arqueológicos recuperados na Itália e na França durante as atividades realizadas na investigação denominada «Achei», com a coordenação do Ministério Público de Crotone. O evento teve lugar em Cosenza, na Sala Leone do Palazzo Arnone, na presença do Prefeito da cidade, dos Procuradores da República de Cosenza e Crotone, do comandante provincial dos Carabinieri de Cosenza, bem como das autoridades civis, militares e religiosas da província e da cidade.
Os extraordinários achados arqueológicos devolvidos, de importante valor histórico-cultural e económico – destacou-se – foram localizados no contexto de uma complexa actividade de investigação levada a cabo pelos Carabinieri da Unidade TPC de Cosenza que apurou a existência de um vasto tráfico à escala nacional e internacional – com ramificações na Grã-Bretanha, França, Alemanha e Sérvia – de achados arqueológicos escavados clandestinamente em território italiano. Entre as mercadorias entregues encontram-se também artefactos apreendidos em França e repatriados em 16 de Outubro por ordem da autoridade judicial francesa que ordenou a sua entrega ao Estado italiano.
As investigações, realizadas entre 2017 e 2018, permitiram reconstruir os saques sistemáticos levados a cabo por equipas de “ladrões de túmulos” que, com uma detalhada divisão de competências e funções, garantiam um fluxo contínuo de preciosos bens arqueológicos para o mercado clandestino, vendidos em canais de recepção articulados e complexos em Itália e no estrangeiro.
A operação foi concluída com a emissão de uma ordem de aplicação de medidas cautelares pelo juiz de instrução de Crotone, a pedido do procurador local que coordenou as investigações, contra 23 pessoas responsabilizadas, em diversas qualidades, por integrarem uma associação criminosa destinada a cometer os crimes de danos ao património arqueológico do Estado, posse ilícita de bens culturais pertencentes ao Estado, recepção de bens furtados e exportação ilícita, bem como a execução de 80 decretos de busca contra outros tantos sujeitos, investigados em estado de liberdade.
A devolução dos bens culturais recuperados ao património do Estado – sublinhou – é o resultado de ações complexas, realizadas em estreita sinergia com os órgãos centrais e periféricos do MiC, com o empenho e profissionalismo de mulheres e homens, militares e civis especializados no setor específico, que têm permitido guardar importantes testemunhos artísticos que pertencem à comunidade e que contam a história e a evolução da nossa civilização.