Adicione a Gazzetta del Sud como fonte

Taormina acolhe até 27 de junho de 2026, “Thinkingreen – A sala da economia sustentável”, um evento dedicado aos grandes temas da transição ecológica, inovação energética, sustentabilidade ambiental e valorização dos territórios. O cenário escolhido é o do NH Collection Taormina, um local simbólico de debate que reúne instituições, mundo acadêmico, empresas, profissionais e representantes da sociedade civil.
É particularmente significativo o papel da Universidade de Messina, presente não como um simples parceiro institucional, mas como sujeito ativo na construção de uma reflexão científica e cultural sobre questões de sustentabilidade. A Universidade de Messina confirma assim a sua capacidade de dialogar com o território, contribuindo com competências especializadas e visão interdisciplinar para um tema que hoje já não pode ser abordado apenas numa perspetiva técnica ou política, mas requer o envolvimento da investigação, formação e inovação.
Insere-se neste contexto a participação do Prof. Nicola Cicero, professor de Química Alimentar da Universidade de Messina, cujo papel destaca outro eixo estratégico da sustentabilidade: aquele ligado à qualidade, segurança e valorização das cadeias de abastecimento agroalimentar. Numa região como a Sicília, onde o ambiente, a agricultura, a biodiversidade, as produções típicas e o turismo representam elementos intimamente ligados, o contributo da Química Alimentar torna-se central para a construção de modelos de desenvolvimento sustentável verdadeiramente baseados no conhecimento científico.
Também esteve presente a Profª Roberta Salomone, professora de Ciências das Mercadorias da Universidade de Messina, que forneceu o contributo científico da Universidade para o debate sobre os temas da economia circular, da sustentabilidade dos processos produtivos, da gestão responsável dos recursos e da transição para modelos de desenvolvimento mais eficientes e ambientalmente compatíveis.
O prof. Cícero sublinhou a importância de um produto de qualidade, como o dos cereais milenares, que não pode ser considerado na cadeia de abastecimento em termos de quantidade, mas sim de qualidade. Um produto que possui propriedades nutricionais valiosas também em termos proteicos e que, por isso mesmo, deve ser protegido; talvez através da criação de uma marca colectiva ou de uma marca de certificação regional, potenciando a cadeia de abastecimento também em termos de segurança alimentar. A protecção da produção local, o controlo de contaminantes, a caracterização química dos alimentos, a valorização dos subprodutos agro-alimentares e a inovação nos processos de produção representam hoje ferramentas essenciais para reforçar a competitividade do território siciliano sem sacrificar a segurança e a qualidade.
Cícero devolve assim a imagem de uma Universidade de Messina fortemente envolvida nos processos de mudança: por um lado a análise dos sistemas de produção e dos modelos económicos sustentáveis, por outro a expertise químico-alimentar aplicada às cadeias de abastecimento, à saúde do consumidor e à valorização dos recursos naturais. Duas perspetivas diferentes, mas perfeitamente complementares, que mostram como a transição ecológica exige competências integradas e uma forte ligação entre a investigação científica, as instituições e o mundo produtivo.
Os temas abordados no dia inaugural incluem também a mobilidade verde, as energias renováveis, o papel das autoridades locais e das empresas na transformação sustentável do território. O painel “Taormina aceita o desafio… rumo à mobilidade verde” envolve especialistas dos setores energético e ambiental, confirmando a abordagem transversal da iniciativa.