A Região dá os primeiros passos para trazer para a Sicília o Ecce Homo adquirido pelo Estado em Nova Iorque. O conselheiro regional do património cultural e da identidade siciliana, Francesco Paolo Scarpinato, de facto, ao ser entrevistado por nós, declarou que “já tinha iniciado uma discussão com o Ministério da Cultura, manifestando total disponibilidade para colaborar na avaliação de uma possível afectação da obra na Sicília”. E esta, continua Scarpinato, «é uma escolha coerente com a história e com o vínculo profundo entre o Maestro e a sua região de origem. O nosso objetivo – especificou – é trabalhar num espírito de colaboração institucional leal, para que cada decisão possa valorizar melhor o património cultural nacional e, ao mesmo tempo, fortalecer o papel da Sicília como lugar natural de guarda e promoção da obra de Antonello da Messina”.
A afirmação do vereador surge na sequência dos muitos, muitos posts publicados nas redes sociais, que já na sequência da notícia da compra da obra pedem que a placa biface representando o Ecce Homo e San Girolamo seja trazida para a ilha e em particular para Messina, cidade natal do artista, para ser colocada no museu regional “Accascina”, que alberga outras obras-primas antonellianas.
A mobilização surge na sequência de rumores divulgados por alguns jornais segundo os quais o tablet já se destinava a enriquecer as coleções do Museu Nacional de Capodimonte, em Nápoles, e a decisão pode ser vista como uma homenagem a Colantonio, em cuja oficina Antonello treinou.
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