Fé e esperança: Messina celebra Nossa Senhora de Lourdes no Dia Mundial do Doente

Não é apenas uma devoção, mas um vínculo vivo e diário que une os fiéis à Virgem de Lourdes no santuário da Viale Regina Margherita. Uma relação feita de silêncios, velas acesas e orações sussurradas, que se renova a cada dia entre quem busca a graça e quem, mais simplesmente, deseja encontrar na fé uma autêntica consolação. Por ocasião do 168º aniversário das aparições na gruta de Massabielle à pequena Bernadette Soubirous, a comunidade voltou a unir-se em torno da Virgem.

Um aniversário que, desde 1992, coincide com o Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II precisamente para sublinhar a profunda mensagem de esperança que Lourdes entrega ao mundo que sofre. A história deste santuário tem as suas raízes em 1875, quando os Frades Menores difundiram a espiritualidade mariana entre o povo de Messina. Ao longo dos anos, etapas significativas marcaram o percurso da comunidade: a coroação da estátua de Nossa Senhora pelo Arcebispo Paino, a bênção da gruta adjacente à igreja por Mons. Fasola e, por fim, a elevação a santuário desejada por Mons. Cannavo. As celebrações contaram com numerosas e intensas participações. O simulacro da Virgem foi acompanhado em procissão pelas ruas circundantes, entre cantos e meditações, até à evocativa procissão noturna “aux flambeaux”, iluminada por tochas e pontuada pelas notas da banda Bordonaro; depois a missa presidida pelo ministro provincial dos Frades Menores da Sicília, Antonino Catalfamo, enquanto pela manhã foi o bispo auxiliar Cesare Di Pietro quem celebrou. A paragem em frente ao lar de idosos Villa Salus foi particularmente comovente: um momento de partilha com os doentes e os profissionais de saúde, para reiterar o significado profundo do dia e a importância de colocar sempre a pessoa no centro dos percursos de tratamento.

Felipe Costa