Pela terceira vez consecutiva, a Itália não participará da Copa do Mundo de Futebol. Se alguém se distraiu deste pensamento nos últimos dias, há uma grande possibilidade de que o arrependimento volte com força na quinta-feira, 11 de junho, às 21h (horário italiano). É a hora de início do jogo inaugural entre México e África do Sul, jogo que será precedido pelo que promete ser uma evocativa cerimónia de abertura. Para alguns será o início de sonhos e esperanças, para muitos outros será o momento de arrependimentos. Principalmente para muitas estrelas que, por um motivo ou outro, não estarão presentes nesta Copa do Mundo.
Itália fora da Copa do Mundo: Donnarumma lidera lista de ausentes da Azzurra
Nem mesmo o aumento do número de participantes para 48 permitiu à Itália encontrar um lugar naquela que já foi a sua casa desportiva natural, a Copa do Mundo. A não participação dos Azzurri também mantém fora da competição os poucos jogadores de futebol de nível internacional que os Azzurri podem ostentar no seu pool de futebol. O nome mais importante é o de Gigio Donnarumma. O próprio facto de surgir a questão de saber se ele é ou não o melhor guarda-redes do mundo dá uma medida do quão elevado é o seu nível como profissional. Ao guarda-redes do Manchester City juntam-se outros protagonistas da Premier League, como Tonali e Calafiori ou os jogadores do Inter Barella e Dimarco.
Lewandowski, Kvaratskhelia, Osimhen e Dybala: todos os grandes nomes que vão perder a Copa do Mundo
Entre as seleções europeias que não participarão na próxima Copa do Mundo, destaca-se a ausência da Dinamarca, que obrigará jogadores importantes como Rasmus Hojlund, Morten Hjulmand e Christian Eriksen a ficarem em casa. A Polónia também está de fora e não poderá contar com Piotr Zielinski e sobretudo com Robert Lewandowski, mais uma vez azarado no caminho para um grande campeonato mundial.
O fracasso de algumas seleções europeias na qualificação também privará o torneio de defensores de alto nível, como o húngaro Milos Kerkez e o ucraniano Illia Zabarnyi, bem como o talento e a imaginação do húngaro Dominik Szoboszlai e do georgiano Khvicha Kvaratskhelia. No ataque, porém, faltarão os gols do esloveno Benjamin Sesko e do sérvio Dusan Vlahovic.
A África também deixa muitos protagonistas em casa. A Nigéria não será representada por dois verdadeiros campeões como Victor Osimhen e Ademola Lookman. A eliminação dos Camarões exclui Bryan Mbeumo e André-Frank Zambo Anguissa do torneio, enquanto o Gabão não poderá contar com golos de Pierre-Emerick Aubameyang. Na América do Sul, porém, a ausência do Chile privará Alexis Sanchez da experiência em Copas do Mundo.
Também não faltam deserções por lesões. As ausências dos brasileiros Eder Militão e Rodrygo, do argentino Panichelli, do francês Hugo Ekitike, dos alemães Serge Gnabry e Marc-André ter Stegen, do inglês Jack Grealish, do holandês Xavi Simons e do ganês Mohammed Kudus são particularmente significativas.
Além disso, algumas grandes seleções nacionais podem dar-se ao luxo de deixar jogadores extremamente valiosos em casa. É o caso da França, que não trará Khephren Thuram e Randal Kolo Muani, e do Brasil, que terá que abrir mão de João Pedro, Gabriel Jesus, Carlos Augusto e Ederson. Na Argentina comandada por Lionel Messi, porém, Paulo Dybala não encontrou espaço.
A escalação dos ausentes e dos grandes excluídos da história da Copa do Mundo
Se quiséssemos imaginar uma escalação de ausentes, o resultado seria uma equipe capaz de ter um bom desempenho na competição: Donnarumma; Kerkez, Militão, Zabarnyi, Calafiori; Ederson, Tonali, Szoboszlai; Kvaratskhelia, Osimhen, Rodrygo. A história da Copa do Mundo, aliás, está repleta de grandes exclusões. Campeões absolutos como George Best da Irlanda do Norte, o galês Ryan Giggs e George Weah, grande atacante do AC Milan e mais tarde presidente da Libéria, nunca tiveram a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo.
No entanto, o ausente mais famoso de todos os tempos continua sendo Alfredo Di Stefano. A lenda do Real Madrid nunca conseguiu disputar uma Copa do Mundo devido a uma série de circunstâncias desfavoráveis: em 1950, a Argentina optou por não participar da competição; em 1954, o processo que lhe teria permitido representar a Espanha ainda não estava concluído; em 1958 a seleção ibérica não conseguiu a qualificação e em 1962 uma lesão impediu-a definitivamente de realizar esse sonho.