Cosenza, assassinato de Gioffrè: as partes constituídas no tribunal. Vídeos do acusado Mirabelli no tribunal

A primeira audiência. O julgamento em que Tiziana Mirabelli é acusada do assassinato do aposentado Rocco Gioffrè começou ontem, em Assizes, sem convulsões. O Tribunal de Justiça (presidente Paola Lucente) procedeu à constituição ritual das partes: para a procuradora Maria Luigia D’Andrea, para os arguidos o advogado Cristian Cristiano, para os ofendidos (os filhos do assassinado) o patrono do partido civil, Francesco Gelsomino. As datas previstas para a continuação são 10 e 19 de abril. O advogado Cristiano apresentou substancial dossiê solicitando a aquisição de documentos e indicando elementos que justificassem Mirabelli. Entre as páginas, há alguns capítulos referentes a um vídeo do suposto roubo cometido por Mirabelli contra Gioffrè e alguns furtos sofridos pela mulher. Em particular, é um vídeo que remonta a 14 de fevereiro do ano passado, começando às 6h47. São imagens captadas pelas câmaras ativas na casa de Rocco Gioffrè, onde Mirabelli é visto a roubar quantias de dinheiro à vítima, “mas nada disto surge”, sublinha o advogado do arguido. O advogado Cristiano solicitou a aquisição de todas as constatações feitas pelos investigadores sobre o cofre da vítima e que, segundo o advogado, “deram resultado negativo” sobre a presença de “vestígios de sangue de Mirabelli”. O advogado criminal também solicitou a aquisição dos chats entre a vítima e o acusado. O advogado então comunicou ao Tribunal uma denúncia de furto apresentada por Tiziana Mirabelli e sofrida nos “locais onde ocorreu o fato”. A casa da mulher “foi alvo de alguns furtos, tendo sido furtados um televisor e uma box set, sendo este facto de particular interesse para a defesa”. Por fim, o advogado Cristiano solicitou também a aquisição da decisão com a qual o Tribunal de Cassação rejeitou o recurso do Ministério Público de Cosenza contra a libertação de Mirabelli, hoje em prisão domiciliária e presente esta manhã no tribunal.

Felipe Costa