O confronto político reacende-se em torno das contas do Município, com reconstruções que refletem leituras opostas da mesma história. Segundo o ex-prefeito Aldo Alessio, o relatório de 2025 apresentaria um quadro particularmente crítico. Segundo o ex-autarca, o exercício teria fechado com um défice de 37,4 milhões de euros, enquanto a parte disponível do resultado da administração seria negativa em mais de 41 milhões. Ainda segundo Alessio, o valor final teria piorado significativamente face às estimativas iniciais, que pararam em cerca de 19,6 milhões, com um desvio atribuído em grande parte ao crescimento do Fundo de Avanço de Liquidez (FAL), que aumentou cerca de 20 milhões face às previsões. Na sua reconstrução, o antigo autarca recorda ainda a necessidade de verificar o cumprimento dos compromissos financeiros assumidos ao longo do tempo, referindo-se ao calendário plurianual acordado com o Ministério do Interior. Segundo ele, permanecem dúvidas sobre o real cumprimento dos objectivos esperados e as escolhas feitas na gestão das prioridades administrativas. Ainda segundo Alessio, a evolução das contas poderá ter repercussões nos cidadãos, também à luz da evolução da fiscalidade local, com particular referência ao serviço de resíduos.
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