A abolição do imposto automóvel torna-se uma reforma nacional. A CNA Calabria pede ao Governo e ao Parlamento que sigam o parecer favorável expresso pelo Presidente Occhiuto sobre o pedido já feito pelo Deputado Tridico durante a última campanha eleitoral regional.
“Se existirem condições técnicas e financeiras – afirma o presidente da CNA Calabria Giovanni Cugliari – esta proposta deve ser seriamente estudada e transformada numa reforma nacional. Seria um sinal concreto de proximidade às famílias e ao sistema produtivo italiano”.
Apoio concreto aos trabalhadores e às empresas
“É – continua – um dos impostos mais contestados pelos cidadãos e pelas empresas. Para milhares de artesãos, comerciantes, profissionais liberais e pequenos empresários, o automóvel não é um bem de luxo, mas uma ferramenta indispensável para trabalhar. Na Calábria, onde o transporte privado é muitas vezes uma necessidade, o imposto automóvel é adicionado a custos cada vez mais elevados de combustível, seguro, manutenção e energia. Qualquer proposta que alivie este fardo merece atenção e análise aprofundada”.
Além da cor política: rumo à maturidade institucional
A CNA Calabria espera que a discussão lançada nestas horas possa ser transformada num caminho legislativo concreto, capaz de produzir benefícios reais para milhões de motoristas, famílias e pequenas e médias empresas italianas. Ao mesmo tempo, a Confederação dos Artesãos faz questão de sublinhar como o tema vai além da disputa política e abre uma reflexão mais ampla sobre a relação entre instituições, empresas e cidadãos.
«Muitas vezes – declara Cugliari – assistimos a uma política que rejeita uma proposta só porque vem de um lado diferente. Neste caso acontece o contrário. Uma proposta apresentada durante a campanha eleitoral é hoje relançada por quem pertence a outra área política. É um fato que merece respeito porque demonstra maturidade institucional”.
«A grande inteligência da política – conclui – consiste no ecletismo em reconhecer o valor das ideias independentemente de quem as propõe. Boas ideias não têm cor política. Eles têm uma utilidade social. Quando uma proposta é útil para as famílias, os trabalhadores e as empresas, a tarefa das instituições é estudá-la mais profundamente e transformá-la em lei.”