Messina, nada mudou em Mortelle: um perigo ao alcance de todos

Poderíamos ter utilizado fotografias tiradas há um ano, mas garantimos aos leitores que as imagens são novas, embora “antigas”. Contam como em Mortelle, ainda neste verão, oito anos e meio após a aquisição do antigo Lido e do antigo hotel Giardino delle Palme por aqueles que deveriam revitalizar aquele complexo imobiliário histórico, nada mudou, exceto para pior. Damos testemunho disso periodicamente para não chamar a atenção para uma vergonha que, no entanto, é evidentemente, ainda que indirectamente, aceite pelas instituições. O último movimento que recordamos, resultado de uma fiscalização da polícia municipal, data de fevereiro de 2025. Foi um lembrete da Câmara Municipal, enviado à empresa proprietária da área, Eluele srl, vinculado à portaria com a qual o prefeito Federico Basile, em meados de novembro de 2024, havia ordenado à mesma empresa que «providenciasse com a maior urgência (…) a verificação e execução de todas as obras necessárias e indispensáveis à segurança geral do edifício”.
Só depois dessa lembrança, ao longo do perímetro do edifício sobranceiro à rua, desde a entrada do antigo hotel até à famosa (e agora decadente) “lagosta”, apareceu uma cerca coberta por um lençol branco e azul. Fim das operações. Hoje, como há um ano, ainda existe aquela cerca, ainda existe aquele lençol – arrancado em alguns pontos – e, por trás dele, ainda existe todo o resto. Acima de tudo, tudo permanece estacionário do lado da praia, onde se pode facilmente entrar na estrutura, a partir da enorme piscina vazia, de pelo menos dois ou três pontos de entrada onde foram abertas frestas na antiga malha metálica (nos mesmos pontos que havíamos identificado há um ano, aliás).
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Felipe Costa