As primeiras divergências entre a maioria e a oposição na Câmara Municipal ocorrem no relatório de início do mandato do presidente da Câmara Basile e, sobretudo, no novo contrato de serviço da Cidade Social de Messina. Duas frentes diferentes, resultado idêntico: elevada tensão política no Palazzo Zanca, onde o clima de campanha eleitoral, graças ao sentimento perene de “temporanidade” que se vive nos corredores do Município – também e sobretudo devido aos apelos eleitorais que serão discutidos em outubro -, parece não ter desaparecido com o encerramento das urnas.
As maiores tensões ocorreram nas duas últimas sessões camarárias, a da tarde de terça-feira e a de ontem, que se prolongou até tarde da noite, dedicadas à apreciação do contrato de prestação de serviços da Cidade Social de Messina. Durante dois dias, após as dúvidas levantadas diversas vezes – e por escrito – por Marcello Scurria, discutiu-se se era ou não obrigatório o parecer do auditor sobre a deliberação. Depois de algumas pesadas “reprimendas” da secretária-geral Rossana Carrubba dirigidas tanto aos gestores do Município como sobretudo aos próprios auditores, estes últimos, no final, esclareceram e registaram em ata que não estavam obrigados a emitir parecer. Uma tese que não convenceu nem Scurria nem o resto da oposição, que por duas vezes pediu para submeter a resolução (que confia o “pacote” de serviços sociais à Cidade Social durante três anos, num total de mais de 53 milhões de euros) ao conselho fiscal para apreciação, e por duas vezes falhou, com o pacto maioritário Sul-chamada-Norte.
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