“Convocamos esta reunião com um objetivo claro: encerrar definitivamente a questão dos recursos do Fundo Dopo di Noi para os anos 2016, 2017 e 2018. Cada euro bloqueado deve tornar-se uma intervenção.
Foi o que declarou a conselheira regional da Previdência, Pasqualina Straface, presidindo hoje, na sala verde da Cidadela regional de Catanzaro, na reunião convocada com as áreas territoriais sociais. Também esteve presente na reunião a gerente do setor 4 da Secretaria de Assistência Social, Maria Gabriella Rizzo.
O objetivo é transformar valores que ficaram parcialmente não utilizados em projetos de vida, autonomia, cuidados domiciliários, inclusão, caminhos de desinstitucionalização, soluções habitacionais leves, tecnologias assistivas e serviços reais para pessoas com deficiência grave e sem apoio familiar.
O reconhecimento territorial e as questões críticas das áreas
Do reconhecimento realizado pela Região, emergiu um quadro desigual: há áreas que planearam, gastaram e reportaram corretamente até 31 de dezembro de 2025; outros com resíduos mínimos; outros ainda, com poupanças substanciais ou com procedimentos que nunca foram realmente iniciados. Entre as situações críticas mais relevantes estão Reggio Calabria, com quase 500 mil euros ainda desaparecidos, Catanzaro com mais de 400 mil, Corigliano-Rossano com mais de 200 mil, bem como outras situações com valores superiores a 100 mil euros.
“O resultado é simples – acrescentou Straface – recursos presos em risco de serem devolvidos. E isto não é aceitável, porque por trás desses recursos estão pessoas e famílias. Estamos a falar de quase 3 milhões de euros que correm o risco de serem devolvidos.
O acordo com o Ministério e a resolução regional
O Ministério, tomando nota do processo de revisão iniciado pela Região, lembrou a necessidade de uma utilização atempada dos recursos para a implementação eficaz dos níveis essenciais de desempenho social.
“Isto significa apenas uma coisa – sublinhou o vereador – que temos a possibilidade concreta de recuperar tudo e transformar em serviços. E a utilização integral destes valores é também condição para desbloquear futuras anuidades futuras”. Após o feedback ministerial, o Conselho Regional, novamente sob proposta do vereador Straface, aprovou a resolução nº. 201/2026, que define as diretrizes programáticas para a implementação do Fundo, estabelecendo um princípio fundamental: os recursos devem ser acionados imediatamente e direcionados a projetos individuais.
Cronograma e risco de administração para ATS
Em implementação da resolução, o Departamento Regional notificou assim uma nota à ATS de Amantea, Catanzaro, Castrovillari, Caulonia, Corigliano-Rossano, Cosenza, Crotone, Montalto Uffugo, Polistena, Praia a Mare, Reggio Calabria, Rende, Rogliano, San Giovanni in Fiore, Soverato, Soveria Mannelli, Spilinga, Taurianova, Trebisacce, Vibo Valentia e Villa São João. Solicita-se à ATS que desbloqueie os procedimentos de liquidação no prazo de dez dias. O processo estará concluído até 31 de maio, com a aprovação dos relatórios recebidos ou, em caso de incumprimento e inércia persistente, com a ativação de poderes substitutivos e a nomeação de comissários ad acta.
“Os recursos estão nas Áreas e a responsabilidade pela implementação está nas Áreas. A partir de hoje pedimos um planejamento executivo oportuno: situação atualizada dos valores, lista de intervenções que podem ser acionadas, solicitações elegíveis, prazos de liquidação e cronograma operacional.
O Departamento garantirá o máximo apoio técnico-operacional para que todos os procedimentos úteis possam ser concluídos dentro dos prazos previstos.
“Irei novamente ao Ministério – anunciou Straface – para ilustrar os relatórios que receberemos da ATS representando o trabalho que a Calábria está realizando para recuperar esses recursos e transformá-los em serviços”.
Ao mesmo tempo, esclareceu que não haverá recuo nas responsabilidades territoriais: “A administração dos comissários não é uma medida punitiva.
Rumo ao novo Plano Social Regional
Por fim, o vereador vinculou o tema Depois de Nós à reforma do planejamento social regional.
“Nos próximos dias – concluiu Straface – trabalharemos no plano social, porque já não basta distribuir os recursos apenas por capitação. Precisamos partir das reais necessidades dos territórios: na Calábria temos mais de 120 mil famílias em situação de pobreza, 48 mil beneficiários de subsídios de inclusão e a questão das deficiências precisa de ser melhor mapeada.