Donald Trump volta a atacar a Itália na frente internacional e militar. Num telefonema exclusivo ao Corriere della Sera, o presidente dos Estados Unidos confirmou que ainda avalia a possível movimentação de tropas americanas a partir de bases italianas, sugerindo um forte descontentamento com Roma.
Trump não quis comentar a hipótese de uma transferência de contingentes da Alemanha para a frente oriental da NATO, mas sobre Itália foi claro: “A Itália não estava lá quando precisávamos dela. E eu sempre estive lá pela Itália, e o meu país também”, declarou ao jornal italiano. As palavras do presidente norte-americano chegam um dia após a visita do secretário de Estado Marco Rubio a Roma e fazem parte de um clima de tensão diplomática ligada aos equilíbrios internacionais e ao papel dos aliados europeus nas recentes crises geopolíticas.
Durante a entrevista, Trump também respondeu à hipótese de uma contribuição italiana com caça-minas após um possível cessar-fogo no Irão. Também neste caso, o magnata reiterou a sua posição crítica: “A Itália não estava lá quando precisávamos”. Afirmações que correm o risco de reacender o debate sobre as relações entre Washington e Roma, especialmente em termos de cooperação militar e da presença de bases norte-americanas em território italiano.