Dia em memória das vítimas da máfia, o DIA de Catanzaro acolhe os alunos do Ic “Gatti” e do Itis “Scalfaro”

Recordar as vítimas inocentes da máfia ao encontrar a “legalidade”, numa estrutura confiscada ao submundo e que hoje abriga aquela instituição que traz, indelevelmente, a marca de Giovanni Falcone. No dia 21 de março, o Centro de Operações Dia de Catanzaro recebeu os alunos do Istituto Comprensivo Statle “S. Gatti” de Lamezia Terme e do Itis “Scalfaro” de Catanzaro. Os rapazes, em momentos distintos, não só finalmente deram forma à actividade da Direcção de Investigação Antimáfia, visitando o centro, como também falaram activamente com alguns dos polícias, carabinieri e financistas que os acompanharam não só na viagem de memória, mas sobretudo no caminho para dar passos na vida. Um sulco traçado também pelas 1.069 vítimas inocentes da máfia que são recordadas todos os 21 de Março, um sulco traçado pelos sacrifícios de mulheres e homens que servem o Estado, mas que nada mais são do que os cidadãos que servem o Estado todos os dias na sua vidas diárias. O Chefe do Centro, Primeiro Diretor da Polícia do Estado, Beniamino Fazio, respondeu às muitas perguntas dos jovens, quebrando todo tipo de barreira reverencial e através da narração de anedotas, inclusive pessoais, envolveu os jovens numa discussão mais ampla sobre a importância de sempre saber escolher um lado. Os alunos viram os carros que fazem parte dos bens confiscados ao mundo do crime e os mais pequenos deixaram os seus desenhos numa das paredes do centro. O comovente testemunho de Walter Aversa, filho de Salvatore Aversa e Lucia Precezano, morto pela máfia em Lamezia Terme. Walter e os seus irmãos mais novos eram órfãos, mas, disse Aversa, não estavam sozinhos, sobretudo pelo exemplo que sempre carregavam com orgulho sempre que tinham de falar da sua experiência.

Felipe Costa