Nascido em 2007 e enraizado há anos no Parque Ecolandia, o festival encontrou uma nova casa no Geopark Aspromonte desde 2021, onde a residência artística no Ex Vivaio Forestale di Cucullaro representa o coração do projeto. Aqui os artistas vivenciam a montanha, ouvem os seus ritmos e transformam a experiência em obras permanentes instaladas no Bosque dos Artistas de Gambarie.
A Floresta é definida como um organismo vivo: as instalações interagem com o vento, a luz, a neve e as estações, oferecendo uma fruição imersiva e sensorial da arte contemporânea. As obras convidam à pausa, à reflexão e ao contacto próximo com a matéria e a paisagem, tornando o visitante parte ativa no processo artístico.
A décima quinta edição inclui seis obras inéditas, duas performances e uma palestra multidisciplinar. Entre os protagonistas: Mauro Maurizio Palumbo com uma estrutura habitável que amplifica o sopro da floresta; Collettivo.Quarantotto com uma intervenção participativa que deixa vestígios temporários; Salvatore Piromalli com uma escultura de grandes dimensões dedicada à salamandra de fogo; Maria Neve Vallone com instalação poética sobre o conceito de limiar; Beatrice Valenza com uma microarquitetura sensorial; Paolo Infortuna com estrutura sonora modular.
Ilaria Notaro completa o grupo com uma textura ambiental que envolve troncos e clareiras; Andrea Foti com intervenção sonora e escultórica; TECHNE LAB com instalação interativa que reage aos visitantes e às variações climáticas.
A variedade de linguagens – escultura, tecelagem, tecnologia, land art – enriquece o percurso, consolidando o diálogo entre artistas, território e comunidade. O festival gera uma experiência cultural que não termina nos dias do evento, mas deixa marcas duradouras na paisagem e na memória coletiva.
A consulta pública está marcada para sexta-feira, 14 de agosto de 2026, às 18h30, no Bosco degli Artisti, Viale dei Faggi 66, Gambarie d’Aspromonte.